Determinantes do consumo de tabaco durante a gravidez e vigilância de gravidez

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Emília Coutinho
Carlos Pereira
Paula Nelas
Claudia Chaves
Odete Amaral
Carla Cruz

Resumen

Uma gravidez sem consumo de tabaco traduz-se em mais saúde para a mãe e para a criança. A vigilância de gravidez assegura a identificação atempada de fatores de risco e a possibilidade de uma assistência pré-natal precoce que previna complicações. O enfermeiro assume-se como um profissional de charneira na promoção de saúde e prevenção de complicações no acompanhamento da mulher/casal ao longo da gravidez e na consciencialização da importância de adoção de estilos de vida saudáveis. Objetivo: Identificar os determinantes do consumo de tabaco e vigilância da gravidez. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, transversal, descritivo e correlacional, com uma amostra de 3232 mulheres que foram mães. O estudo foi realizado em 32 maternidades/hospitais com maternidade, de Norte a Sul de Portugal, no serviço de obstetrícia/internamento de puérperas, entre os anos de 2010 e 2012. O instrumento de colheita de dados foi o questionário que permitiu a caracterização sociodemográfica da amostra com uma idade  média das mulheres de 28,75 anos (dp=±5,463 anos), 78,2% de nacionalidade portuguesa e 21,8% estrangeiras. Foram assegurados os procedimentos éticos, e o estudo teve a autorização da Comissão Nacional de Proteção de Dados para além dos pareceres favoráveis das Comissões de ética das instituições envolvidas. Os dados foram tratados com o programa SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) versão 24 para Windows.Resultados: A mulher que vive com companheiro, e que não planeou a gravidez tem maior probabilidade de vigilância adequada de gravidez e não consumir tabaco durante a gravidez. Por outro lado, o local de residência em meio rural, mulher com formação profissional superior ou formação técnica, que não exerce uma profissão, que teve problemas de saúde durante a gravidez e que não efetuou preparação para o parto apresenta menor probabilidade de não vigiar a gravidez e consumir tabaco. Conclusão: A vigilância adequada de gravidez assegura a identificação atempada de fatores de risco como o consumo de tabaco e a possibilidade de uma sensibilização atempada da mulher/casal para uma gravidez sem tabaco e para a prevenção de complicações.

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