Programas e respostas à saùde do idoso em Portugal

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Dora Margarida Ribeiro Machado
Maria Fernanda Queirós da Mota
Manuel Alberto Morais Brás
Eugénia Maria Garcia Jorge Anes

Resumen

O processo de envelhecimento inicia-se à nascença e sabemos que a saúde não é uma questão aleatória, relaciona-se com escolhas, com o meio no qual se vive e com o acesso à saúde que se dispõe. O envelhecimento é diversificado, mas os profissionais tendem a generalizar os cuidados. Verificam-se políticas inadequadas, serviços desajustados, acessibilidade aos cuidados condicionada e consultas de Enfermagem desadequadas. É primordial que se analisem os documentos emanados pelas estruturas da saúde e se reflita numa prática de consulta direcionada para o idoso. O objetivo deste estudo é abordar a pertinência e aplicabilidade do Programa Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas, do Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde, da Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável e da proposta para o Plano Nacional de Saúde para as Demências, apresentando uma reflexão crítica sobre a implicação destas na prática de cuidados ao idoso. Da análise efetuada, concluímos que a tomada de decisão Portuguesa não reflete a implementação de medidas ao mesmo ritmo de outros países da UE. É urgente e pertinente a criação de um programa em exclusivo para as pessoas idosas, que valorize a realização periódica de avaliações dos utentes, permitindo a identificação precoce de alterações e, por outro lado, desenvolva um plano individual de cuidados personalizados a cada um deles. O paradigma Biomédico deve ser quebrado sendo essencial que se realize uma Consulta de Enfermagem ao Idoso estruturada, com recurso à avaliação de cinco vertentes: avaliação clínica cuidada; avaliação física; avaliação mental; avaliação funcional e; avaliação social. Na tomada de decisão, deve ser primordial a implementação de programas aos vários níveis de prevenção, no sentido de promover o estado de saúde e melhoria da qualidade de vida dos idosos. 

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