Sentido de vida, saúde mental e bem-estar em adultos: que relações?

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Raquel Santos
Carla Fonte
Cristina Pimentão

Resumen

Descobrir um sentido de vida é uma inquietação do ser humano que desde sempre existiu sendo considerado um objeto de estudo e foco de várias reflexões e teorias. Filósofos como Aristóteles e Epicuro afirmaram que o sentido da vida consiste em alcançar a verdadeira felicidade, reflectindo a necessidade de dar um significado à existência humana. Inicialmente, a investigação sobre o sentido da vida, ao tentar compreender a procura do indivíduo por um sentido, seguiu uma abordagem existencial, sendo que final do século XX, aquando da emergência da Psicologia Positiva emerge um maior investimento e conhecimento por parte da comunidade científica em torno destas questões, sendo o sentido da vida, considerado uma das componentes do bem-estar. Apresenta-se um estudo que teve como objectivo analisar a relação entre o sentido de vida, a saúde mental e o bem-estar numa amostra de 247 adultos, com idades compreendidas entre os 18 e os 69 anos. Os dados foram recolhidos com recurso ao Questionário de Sentido de Vida e à Escala Continuum de Saúde Mental. Os resultados indicaram que os indivíduos com níveis elevados de presença de sentido de vida apresentavam níveis igualmente elevados de bem-estar, enquanto que, por sua vez, os indivíduos com níveis elevados de procura de sentido de vida, apresentaram níveis menores de bemestar, sublinhando a forte relação entre estas duas dimensões.

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